Estatuto do gamer: o que todo jogador e todo game deveria ter

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Estatuto do gamer: o que todo jogador e todo game deveria ter

Mensagem  w4gn3r_4ndr4d3 em Seg Jul 23, 2012 2:13 pm

Jogos são sinônimo de diversão e competitividade saudável entre os seres humanos. Quer dizer, em grande parte das vezes, a seriedade da vida é colocada como um par de sapatos ao lado da porta de entrada de universos lúdicos e imersivos — e o negócio é pegá-lo novamente apenas na saída. Mas, ei! Isso provavelmente não significa que não deva existir alguma organização, tanto em relação ao desenvolvimento quanto no que se refere ao comportamento dos nossos bons companheiros de jogatina, certo?

Afinal, quem nunca perdeu a paciência com um serviço online “lagado” ou que é desativado em pouco tempo? Ou com jogos que são vendidos “em prestações” (DLCs) — em grande parte das vezes apenas para virá-lo de ponta-cabeça, a fim de fazer cair mais algumas moedas. Além disso, comprar um jogo dando parte substancial do seu suado dinheiro para impostos é algo bem pouco convidativo. Ou, por outro lado, sujeitos inconvenientes que infestam universos online com trollagens como friendly fire ou abandonos prematuros de partidas — quer dizer: “Se a coisa já ficou feia mesmo, por que continuar aqui apanhando?”, pensam os infelizes com tão pouca habilidade quanto espírito esportivo.

Alguns “direitos” e “deveres” dos gamers, por assim dizer. Trata-se de regras de boa conduta que devem ser levadas a sério sempre — ou , vá lá, quase sempre. Afinal, alguém precisa botar ordem nessa enorme casa de pixels, certo? Enfim.
Direitos do jogador

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Acertando os ponteiros entre gamers e desenvolvedores

Com a evolução da indústria de games, é natural que alguns padrões acabem excluindo, dando lugar a outros, em um desenvolvimento quase sempre sadio... Quase. Na verdade, se por um lado questões como “interconectividade” e a possibilidade de corrigir/expandir a experiência original de jogo.


O “yin” da coisa? DLCs caça-níqueis, ambientes online que não funcionam como deveriam e por aí vai. Isso para não falar nos cenários tridimensionais, que trouxeram consigo um problema típico: a ação das câmeras. Vamos à lista.
Todo jogador tem o direito de pagar um preço razoável por jogos e consoles

Sem descambar para aquela famosa propaganda do “quer pagar quanto”, é impossível desconsiderar que o que se paga hoje por um jogo ou console, pelo menos no Brasil, vai obviamente além do minimamente razoável — sobretudo para lançamentos.

Naturalmente, boa parte do seu investimento acaba peneirado por uma alfândega/buraco negro que, embora seja obviamente necessária, bate recordes constantes com porcentagens absurdas. Dessa forma, sim, todo jogador deve ter direito a pagar uma quantia razoável por uma boa aquisição.

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Todo jogador tem o direito de não ter o seu jogo vendido “em prestações”

DLCs são ótimos. Trata-se do desdobramento óbvio de novas possibilidades de conexão e armazenamento — algo absolutamente impensável há algumas gerações. Entretanto, quando passa a ser necessário gastar mais dinheiro pelo que parece ser simplesmente uma parcela do jogo — na forma de uma montaria, de armas coloridas ou qualquer coisa do gênero —, há um problema. Ou, pelo menos, algo que deveria ser discutido.


Quer dizer, parece razoável pagar uma quantia extra por itens essenciais ao jogo (excetuando o esquema de microtransações, talvez)? Ou, pior, parece sadia a ideia de abrir a carteira para adquirir... O final do seu jogo?! Enfim, instalou-se, ao que parece, uma indústria caça-níqueis amparada na boa infraestrutura do ambiente online.

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Todo jogador tem o direito a uma câmera que funcione adequadamente

Eis um equívoco de programação mais velho do que andar para trás. Com o advento dos universos de jogo tridimensionais (expansão óbvia da experiência original dos games), a perspectiva, ou a “câmera” dos jogos passou a flutuar constantemente entre o bom funcionamento... E um verdadeiro chute em partes sensíveis.
Ok, é verdade que algumas questões aqui são bastante subjetivas. Entretanto, ao ver uma câmera travando ou ocultando a ação de forma tosca, fica a pergunta: como esses equívocos básicos ainda podem ocorrer?

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Todo jogador tem o direito de poder trocar seus jogos à vontade, sem perder conteúdos durante o processo

Boa parte das produtoras atuais iniciou uma verdadeira cruzada contras o comércio de usados. O argumento é óbvio: nessas subvendas, desenvolvedores e publicadores simplesmente não tomam parte nos lucros.


Dessa forma, nascem os códigos intransferíveis para conteúdos exclusivos e outras medidas “controversas”. Bem, é de se esperar que algo acabe por regular essa tendência... Ou — quem sabe? — você ainda terá que pagar algo à Volkswagen ou à Fiat sempre que for vender um carro usado.

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Todo jogador tem direito a usufruir do seu jogo mesmo sem se conectar a ambiente online

Outra cruzada das publicadoras diz respeito ao controle da pirataria, algo obviamente necessário e nobre. O problema é quem, às vezes, quem paga por jogos originais acaba também “pagando o pato”. Afinal, será mesmo um incentivo antipirataria obrigar jogadores a se manter constantemente em conexão com servidores... Mesmo em campanhas solo? Complicad.


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Todo jogador tem direito há um tempo minimamente razoável de suporte online


Há alguns bons anos, simplesmente não havia um prazo de validade para que um jogo funcionasse em ambiente online. Afinal, em jogos como Age of Empires, frequentemente era o seu PC que acabava como servidor, e, portanto, bastava convidar alguns bons amigos. Com os consoles modernos não é assim, é claro.
Sim, há mais estabilidade (na maior parte das vezes) e funções extras (troféus, conquistas e afins). Mas o tempo de suporte com certeza não é mais o mesmo — que o digam os jogadores de Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots.

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Todo jogador tem direito a modos online sem lags

Se é para fornecer um ambiente online restritivo (e quase sempre pago), então que seja bem feito, certo? Afinal, jogar um FPS como se fosse uma projeção de slides não é algo muito saudável...
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